Criptomoedas são pirâmides, dizem eles. Mas o BNDES não concorda …

Eu sei. Você sempre tem aquele amigo leitor da Caros Amigos e outras revistas de pessoas que não entendem nada de tecnologia e teimam, sim, teimam, em falar sobre o que não entendem.

E uma das maiores máximas destas pessoas é dizer que criptomoedas são pirâmides pois não tem valor de mercado por trás. E, é lógico, que isto já mostra de cara que estes amiguinhos não tem a mínima noção do que estão falando, pois, apesar das moedas serem um token de troca, o que valoriza não é a moeda, e sim, a aposta das pessoas na tecnologia Blockchain e sua aplicação futura.

Quem acompanha o mercado já viu que bancos estão de olho nesta tecnologia. O Itau foi um dos bancos que já anunciou que estão trabalhando com esta tecnologia e agora, temos um banco, o BNDES que resolveu soltar sua empreitada nesta tecnologia.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou algo que vai calar a boca de alguns críticos pois resolveu utilizar uma solução em blockchain numa parceria com o banco de desenvolvimento alemão KfW. A parceria visa promover uma cooperação entre ambas as instituições no aprimoramento  do software TrueBudget desenvolvido para aprimorar a transparência e a eficiência no uso de recursos públicos que financiam o desenvolvimento.

No anúncio oficial do BNDES “o TruBudget não envolve o uso de uma moeda virtual: trata-se de uma ferramenta de fluxo de trabalho que utiliza uma blockchain privada, e não pública“.

E segundo o banco o foco será o uso da tecnologia no Fundo Amazônia que tem como objetivo apoiar projetos que previnem e combatem o desmatamento na Amazônia e possui cerca de US$1,2 bilhão. O fundo é formado por doações da Noruega e da Alemanha por meio do KfW e gerido pelo banco brasileiro. Os testes devem começar até maio deste ano.

Como eu já havia cantado a pedra no meu Facebook a algum tempo atrás fica claro que em breve iremos precisar de profissionais certificados em Blockchain. E estudar Blockchain e se inteirar sobre este mercado se torna hoje para qualquer profissional uma coisa muito importante, principalmente se você é da área de tecnologia. Portanto, esqueça seu professor pouco visionário e se prenda a estas coisas que estão acontecendo.

 

O BNDES Token

O site Novo Consenso publicou uma matéria onde o banco de desenvolvimento também vislumbra a criação de um token próprio para financiar obras de infraestrutura.

Inicialmente chamado de ‘BNDES Coin’, em alusão ao frenesi das moedas digitais, a iniciativa foi rebatizada internamente de ‘BNDES Token’, pois, na prática, compreende a ‘tokenização’ do real brasileiro. Com isso, o banco estatal pretende conceder financiamento em tokens que serão lastreados na moeda nacional. Até maio de 2018, a equipe de desenvolvedores do projeto pretende lançar uma prova de conceito. A ideia é que o financiamento de uma obra rodoviária do governo do Espírito Santo seja operacionalizada por meio de tokens. Assim, todo o caminho percorrido pelo dinheiro será totalmente transparente“, diz trecho do artigo.

 

A Blockchain no cenário bancário

Como já dito acima o setor bancário brasileiro já vem fazendo diversos testes em soluções de blockchain. O Itau, como já falamos acima ao integrar o consórcio R3 anunciou teste baseando-se na Ripple.

A Febraban por sua vez possui desde 2016  um grupo de trabalho que estuda a tecnologia e alguns testes já foram realizados em uma cadeia de testes, sem dados reais somente como um tipo de homologação, para chegar a idéia de um cadastro único entre bancos que visa permitir a instituições financeiras o compartilhamento de informações de clientes entre si agilizando alguns processos internos.

Mesmo que soe como uma quebra enorme de privacidade comprova-se que a cadeia bancária será a primeira cadeia a ser fortemente influenciada pela Blockchain, apesar de outras cadeias, como logística, em breve poderão também utilizar-se destes processos de forma mais ágil.

“O BNDES estuda a aplicação da tecnologia de blockchain em outros processos relacionadas às operações de financiamento. O BNDES reconhece que a capacidade de geração de confiança é uma das características mais relevantes de uma solução em blockchain, que pode ser explorada, por exemplo, em iniciativas voltadas para a transparência. Além disso, o estímulo a utilização da tecnologia blockchain representa grande oportunidade para incentivar a aplicação da inovação em processos e produtos do banco. É importante esclarecer que a ferramenta TruBudget não é comparável com o Corda, uma vez que é um software aplicativo (para usuário final) e não um software de infraestrutura (sobre o qual é necessário realizar o desenvolvimento do sistema em si). Nada impede, porém, que o Corda e outras tecnologias sejam estudadas e consideradas pelo BNDES em projetos relacionados à tecnologia blockchain.”

 

Ou seja, se você é funcionário da área de tecnologia de bancos e ainda não se deu ao trabalho de dar uma boa olhada no assunto Blockchain tenha certeza que você já está atrasado.

loading...